sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Pessoas que regulam seu emocional pelas Redes sociais ( facebook )



É certo que vivemos cercados por turbilhões de emoções e sensações, muitas vezes elas nos sufocam a ponto de querermos explodir, outras vezes queremos gritar e chorar para que alguém ouça nosso pedido de socorro. Nessas horas tudo que vem à cabeça é. Preciso me libertar de alguma forma! E é ai que a dependência provoca uma necessidade incontrolável de se conectar às redes sociais para se expor os sentimentos e acompanhar a exposição dos amigos virtuais.

A falta de autoconhecimento faz com que muitas pessoas queiram fugir das emoções com que não conseguem lidar em seu pessoal. As redes sociais representam uma forma de olhar para fora e tirar o foco do interior, fugir da realidade, uma vez que obter likes, comentários e compartilhamentos é muito mais fácil do que pedir um abraço, dar um feedback positivo ou falar sobre os sentimentos.

Além disso, os relacionamentos nas redes sociais são mais superficiais e frios, permitindo que as pessoas escondam suas reais emoções, ter status de relacionamento, fotos de uma vida feliz e perfeita ao lado de seu grande “amor” se tornou mais importante que um jantar a dois, um filme abraçados em sábado à noite. Basicamente é assim:” se você não atualiza seus status, ou não posta declarações em suas redes, então você não gosta de mim”. A superficialidade virou prioridade.

A dependência das redes sociais geralmente é desenvolvida por pessoas inseguras, que têm dificuldade de se relacionar e apresentam baixa autoestima. A falta de amor próprio faz com que a pessoa sinta necessidade de ser aceita, ao mesmo tempo em que não se sente capaz de atender às expectativas dos outros, desenvolvendo o medo de ser rejeitado e criticado.Quem vive dessa maneira deixa de desfrutar o momento presente, pois está preocupado apenas em compartilhar suas ações.

Devemos ter ciência de que quando expomos nossas vidas em redes sociais, estamos expondo mais que nossas emoções. botando ali a disposição de todos o direito de opinar e julgar nossos atos, dando liberdade para que desconhecidos adentrem nosso intimo.

Cada vez mais pessoas passam demasiado tempo imersas no mundo virtual das redes sociais da internet, agarradas obsessivamente ao computador, procurando a sua autorrealização. Mas julgo que este caminho é enganador e não ajuda ao crescimento individual, nem à aquisição de uma verdadeira aprendizagem social. O mundo real é muito mais rico, profundo, e valioso do que o mundo virtual. É motivo para dizer “viva cá fora, não se refugie lá dentro”




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